Seus lábios me secam a alma
Definham meu amor, minha paixão,
Pois não vês que dependo de ti?
Morena de graça,
Dádiva augusta,
Corpo soberbo.
Oh! Corpo de graça,
Curvas encantadoras,
Sabeis que sois frias e cruéis.
Deteriorasse minha força,
Atingisse minha fraqueza,
Voz do prazer,
Voz do amor.
Não se vá porque só tenho a ti.
Foste a única paixão a quem amei,
Os únicos lábios que beijei,
A maior coisa dentro de mim.
Não se vá, pois temo sua saída,
Temo de acontecer uma catástrofe e nunca mais te ver,
Temo que o amanhã chegue e não te veja ao lado na cama,
Temo que fiques com outro, Oh! desgraçadora de almas,
Que desgraça minha vida
E me deixa sem ti,
Luz que brilha esplendorosa,
Não se vá.
Tu me deixas sem ti,
E eu morro sem mim.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Por que?
Por que fazer a guerra
Se a paz está tão
perto?
Por que brigar com o
seu pai
Mesmo quando ele está
certo?
Por que passar por um
amigo
E não o cumprimentar?
Por que insistir numa
mansão
Se tudo o que basta é
um lar?
Por que criticar a
todos
E se esquecer de agir?
Por que viver se
preocupando
E se esquecer de
sorrir?
Por que viver a vida
Apenas criando
confusão?
Por que pensar só na
beleza
Se o que importa é o coração?
Por que é que o nosso
mundo
Está do jeito que está?
Por que nas nossas
atitudes
Não começamos a
repensar?
Por quê?
Meus Olhos, Meu Choro
O
que lhes parecem os meus olhos?
Uma
pitada de sofrimento,
Uma
gota de tristeza,
Um
choro inacabado?
A
que choro?
Choro
a este lugar,
A
vida que a mim foi imposta,
Choro
a minha terra.
O
que os meus olhos não revelam,
Meu
choro revela.
Revela
as marcas em minhas costas,
As
correntes em meus punhos,
A
senzala em que estou.
Meu
choro revela o sofrimento
De
ontem, hoje e amanhã,
Revela
porque tenho que, todos os dias,
Moer
a cana-de-açúcar.
Mas
meus olhos não...
Não
me aponta como um escravo,
Me
aponta como um ser humano
Igual
àquele a quem sou subordinado.
E
não importa se amanhã vou morrer pelos grilhões,
Pelo
tiro do feitor,
Ou
pelo trabalho a mim designado.
E
não importa se amanhã vou receber minha alforria,
Minha
liberdade
Ou
as sortes para o mundo.
Não
Importa!
Nossos
olhos são iguais,
Mas
nossos choros me faz ficar nessa senzala
Esperando
que um dia
Reconheçamos
nossos olhos.
Deitado sob os Escombros
Lá
estava eu no Vietnã
Lutando
com os vietcongs
Quando
vi um jovem soldado
Deitado
sob os escombros
Das
ruínas de uma casa queimada.
Não
havia velas, nem caixão, nem flores
Que
lhe indicasse sua morte
Salvo
o rubro sangue que escorria do seu rosto.
Ah!
Que tristeza será para a família
Ao
ver os soldados voltando,
Feridos
e acabados
Sem
o jovem rapaz.
Que
doloroso será
Ver
mais um que não foi à faculdade por causa da guerra.
E
o rapaz...
Quantos
sonhos e planos?
Quantas
emoções e sentimentos?
Está
tudo acabado.
A
guerra venceu
E
o impeliu a morrer.
E
lá está ele, deitado sob os escombros
Das
ruínas de uma casa queimada,
Abandonado
pela guerra, pelo mundo, pela vida.
E
eu,
Sou
apenas um jovem soldado
Deitado
sob os escombros
Das
ruínas de uma casa queimada.
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