sábado, 2 de novembro de 2013

A Loucura

Loucos são sempre loucos,
Alienados sempre alienados
Nunca é diferente
Faz parte da sua natureza,
Ser diferente.
Ser diferente do normal,
Do comum,
Prodígios da sociedade,
Mas há um problema:
São loucos.
Sujeitos e objetos da alienação,
Alienadores e alienados
E com o aval de Assis,
Alienistas.
São os loucos do dia a dia:
Médicos loucos,
Advogados loucos,
Engenheiros loucos,
Modelos da sociedade
Diferentes, mas sempre iguais ao cotidiano.
Cotidiano?
Seu sinônimo é loucura
E nós,
Loucos e normais desta loucura
Como o louco que agora escreve
Este poema chamado "Sanidade".

Soneto Reformista

À luz de passos tímidos e desdenhosos
Vozes anônimas tomam o ar desta Nação
Assustado, sistema regente mudo
Contra os rumos incertos dessa ação.

No decorrer de cada dia, novo dia
Eis o fundir em sentimentos bem presente
E que de positivismo seja sempre marco
Coração de intolerância bem ausente.

Queira Deus que minha Pátria tão amada
Seja alvo da reforma dos civis,
Grandeza agigantada em natureza.

Queira nós que sejamos hoje mártires
Da vitória triunfante e insurgente
E contemplemos a aurora sem avareza.